29.4.09

Half a gaffe

Vejo, na televisão, por acaso de zapping, aquelas que foram consideradas as dez (maiores?) gaffes de Barack Obama nos seus primeiros cem dias de governação. A não ser no caso em que compara a sua performance no bowling a um desempenho paralímpico (ainda assim, inocente e espontânea comparação, do meu ponto de vista), onde estão as gaffes? Verifiquem e contestem-me. Eu apenas vejo espontaneidade e humanidade. Ah, do outro lado vejo luta por audiências.

(o título parece aquilo dos mafagafinhos)

Paradoxo

O coleccionador de passaportes e de preconceitos.

28.4.09

Gran Torino

Ontem vi um grande filme.

23.4.09

No tempo das caravelas não havia comboios

21.4.09

Conversas

Mais do que ninguém, eu não sou imune à ingenuidade, mas, da entrevista que ainda agora acabou na RTP1 concluo pelo menos uma coisa. Que há um (grande) ponto a favor de José Sócrates: o saber dialogar honestamente. Judite de Sousa ainda não percebeu (ou não lhe interessa perceber) que o valor do diálogo não está em descobrir de que lado está a razão nem no perseguir de uma vitória. José Alberto Carvalho parece já ter dado conta.

17.4.09

Aqui não há favas contadas.

Entrar numa aula partindo do princípio de que os alunos se vão portar bem (e que relativo é o conceito de bom comportamento...) é, no mínimo, uma ingenuidade. Na minha opinião, é partir para a derrota. É como sair de manhã para o trabalho tendo que, obrigatoriamente, percorrer uma estrada habitualmente congestionada estando convencidos de que, hoje sim, hoje é que vai ser, não vai haver filas nem stresse, vai ser um aliviado ver se te avias. O que é que acontece? À primeira contrariedade perdemos a paciência. Numa aula é igual. Até em turmas "boas" os imprevisttos acontecem e é bom estar a contar com eles, encará-los como normais, como previstos. Ninguém tem prazer, é claro, em alunos que constantemente perturbam e não deixam que as coisas fluam, mas tenho aprendido que o stresse é menor quando se tem em conta a possibilidade (quase sempre a certeza) de que algo interromperá o "normal" curso das coisas.
Já achar que crianças, para mais em grupo, irão estar uma manhã inteira com atenção sossegada é muito mais do que ingenuidade. É ignorância. É não conhecê-las. É, se calhar, não admirá-las o suficiente.

Isto não quer dizer que a minha paciência não tem limites.

16.4.09

Ele há coisas...

Aconteceu-me hoje uma coisa que considero curiosa. Uma colega que faltou deixou instruções expressas para que, na minha hora de substituição, fosse eu a substituí-la. Perguntando-me porquê, encarei a coisa como um elogio e fiz-lhe a vontade.
Não leccionamos a mesma disciplina.

P.S.: parece que o meu ego é bastante massajável. Uma fraqueza, suponho.

Não haverá aqui uma lei qualquer...?

Uma coisa me espanta: que este blogue se actualize mais quando menos tempo tenho.

13.4.09

Como é que pode ser?!

As notícias dizem que há crianças das escolas do concelho de Sintra que passam fome e que muitas vezes é a escola que as alimenta. A Sr.ª Ministra da Educação diz que há alarmismo (nas notícias). Não faço ideia se já deu aulas a sério. Se já o fez a crianças necessitadas. Se tem sequer ideia real do que é o ensino. Se já lhe calhou dez meninos (não exagero) declararem a meio de aula de fim de tarde que não tinham almoçado. Se a maior parte dos mesmos lhe disse, quando enviados ao bar da escola, que não tinham dinheiro. Já? A mim já, Sr.ª Ministra! Onde? No concelho de Sintra! Quando? Há menos de um ano! No Cacém, Sr.ª Ministra! E o Cacém é grande e pobre e é apenas uma pequena parte do concelho de Sintra!
Não é um privilégio ter tido alunos assim, com fome, alguns deles bons alunos apesar de tudo, mas serve, agora, para lhe dizer que não há alarmismo, há, antes, uma realidade alarmante! E alarmes existem para que se tomem medidas!

Convidados da segunda (de a a z)

"alforreca: uma dançarina. para beijinhos usa ardores. para cor optou por transparência. aprecia boleiar-se na correnteza.

aranha: em complicada teia, bicha muita simples. contentada com qualquer refeição avindoura, seja um mosquito distraído, um grão de pólen, ou o grandioso infinito. contém inesgotável reservatório de saliva."

Ondjaki